06 agosto 2010

Sintomas de uma sociedade doente

SP registra 1% dos homicídios do mundo, aponta ONU

No Brasil, 100 pessoas morrem por dia, em média, vítimas de armas de fogo.
Capital paulista e Rio representam metade dos crimes violentos no país.

Da Agência Estado

São Paulo tem 1% dos homicídios de todo o mundo e, no Brasil, 100 pessoas morrem por dia, em média, vítimas de armas de fogo. A capital paulista e o Rio de Janeiro representam metade dos crimes violentos no país. Os dados fazem parte de um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o qual a violência das facções criminosas em São Paulo e no Rio já se tornou rotineira.
O levantamento compila e avalia, pela primeira vez, cerca de 200 estudos já produzidos nos últimos anos sobre violência pela ONU e outras instituições. Os dados são de anos distintos e baseados também em informações da imprensa. Os indicadores econômicos foram obtidos do Banco Mundial. “O relatório mostra que a violência urbana está aumentando em todo o mundo, mas isso é mais forte na África e América Latina”, afirma Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU.
Entre 1970 e hoje, a taxa de homicídios em São Paulo quadruplicou; a do Rio, triplicou, de acordo com o levantamento. Em 1999, São Paulo registrou 11,4 mil assassinatos, 17 vezes mais que Nova York. Em 2001, a taxa de homicídios no Rio foi de 45 a cada 100 mil pessoas. Na América Latina, onde a taxa é a mais alta entre todas as regiões, a média naquele ano foi de 25 homicídios para cada 100 mil habitantes, contra oito por 100 mil em toda a Europa e sete por 100 mil em Nova York. No mundo, a taxa de homicídios subiu 30% desde 1980, passando de 2,3 crimes para três por 100 mil pessoas no início da atual década.
O relatório faz uma comparação com a Colômbia para apontar a gravidade da violência no Rio. Entre 1978 e 2000, 49,9 mil pessoas foram assassinadas nas favelas cariocas. No mesmo período, 39 mil pessoas foram vítimas de homicídio em toda a Colômbia.
Segundo a ONU, a violência no Brasil tem um perfil jovem. Dois terços dos crimes envolvem pessoas de até 25 anos, e a ONU alerta que crianças de 6 anos já fazem parte de quadrilhas com a função de carregar drogas.
De fato, a taxa de homicídios entre os jovens brasileiros é uma das mais altas - 32,5 casos por 100 mil habitantes. Nessa faixa etária, porém, a liderança é da Colômbia, com 84 homicídios para cada 100 mil pessoas. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Um comentário:

Nicolau Ponte Preta disse...

Olá td bom,estou divulgando este documentário, se puder assistir, vale a pena. Obrigado.

http://nosolhosdaesperanca.blogspot.com/

Resenha:

Jânio é um rapaz de vinte anos que foi preso na orla da praia da Cidade de Praia Grande confundido de fazer parte de um grupo de jovens que promoveram um arrastão. Mesmo sem provas ficou preso durante 11 meses. Leide e Francisco a mãe e o pai de Jânio precisaram lutar para provar a inocência do filho, enfrentando a principal dificuldade que esbarra num problema social ainda não resolvido no Brasil.

"Ser pobre é ser culpado até que se prove ao contrário?"